evil II

 

interactive video installation, 2010.

 

This installation consists of a visitor sitting on a chair in the gallery while filmed by a video camera and a dark adjacent room, in which the captured live image of the visitor is projected onto ascending smoke from a smoke machine. The visitor is able to look into the dark room through an open door and sees his own image distorted from being projected on the moving smoke. 

The turbulent movements of the smoke prevents the formation of a sharp image and thereby interferes with the identification of the image. Since the video camera is hidden, the visitor sees themselves without recognizing themselves immediately. The shown image does not agree with their own censored and controlled (or policed) self-image. In the moment when the visitor is confronted with themselves without having projected themselves consciously into the outside world, they make contact with their own shadow. The subject is objectified by themselves and target of the unconscious projections of their own suppressed thoughts and feelings. The incorporation of the object into the subject, and vice versa, is the dissolving of the agonizing dichotomy of the fragmented subject caused by the binary structures of occidental (or western) culture.

 

 

 

Meu trabalho exposto é um vídeo projetado sobre fumaça, que sobe de um cone de 50cm aberto somente por uma brecha na sua parte superior. O cone é localizado no ambiente escuro de um quarto vizinho do espaço oficial da galeria, acessado visualmente por uma porta aberta. Uma câmera ligeiramente escondida dos olhos do observador capta a imagem do mesmo na hora que se virar em direção à fumaça em que ele mesmo aparecerá de forma destorcida pelo movimento irregular da fumaça subindo.

A irregularidade da fumaça determina a nitidez da imagem e assim influencia na sua identificação. Sem indícios, pela câmera discreta, a pessoa se enxerga na fumaça, sem se reconhecer imediatamente. Ou melhor, sem reconhecer a sua imagem censurada, não controlada. Esse primeiro momento, em que a pessoa projetada entra em contato consigo mesma sem se projetar conscientemente é o momento em que a pessoa entra em contato com o seu lado sombra. O sujeito é objetificado por si mesmo e é alvo das projeções inconscientes dos seus próprios conteúdos reprimidos. A integração do objeto no sujeito, e vice versa, é a ruptura da dicotomia agonizante do sujeito fragmentado pela estrutura binária da cultura ocidentalizada.