masculinidades II

06/08/2014, Brasília, Brasil.

"queridas masculinidades da minha convivência, direta- ou indiretamente! após anos de feminismo e representações de corpos femininos nas artes visuais comecei a me encantar pelos estudos das masculinidades..... tou bem interessada em pesquisar a relação do sujeito-objeto na pintura ( e a sua talvez nao-existência), questionar o lugar de fala fixo, pensar nos espaços que criam corpos dinâmicos...enfim, muita coisa. e no meio disso fiquei a fim de pintar vcs! ai, que tou pensando? queria pintar a foto de perfil de vcs, ampliada. a ideia atrás disso é q foram vcs que escolheram a foto que "melhor" representa vcs no contexto visual-virtual. e como vcs habitam as vezes mais, as vezes menos o lugar, os espaços da tal masculinidade, essa foto disse muita coisa. ne? quem se conectar com a ideia pode me mandar um ok p usar a foto, por favor? o barato tb é q eu, uma mulher vai pintar vcs...bueno é isso. ficarei muito feliz com os oks de vcs! um beijo grande!"

como essa mensagem iniciei a minha primeira tentativa de encarar as masculinidades e sua possível desconstrução. Bem inspirada pelo trabalho lindo de Diane Torr, quem trabalha em oficinas a elaboração do próprio dragking, queria ver de que a performance masculina era composta, feita. Quais signos eram ainda usadas e o que era masculino suficiente para representar a masculinidade visualmente?

Seguindo na linha da minha pesquisa sobre a maldade (evil I e evil II) enxergamos no outro meramente aquilo que não vemos em nos mesmos. Ou seja, o objeto representado é no fundo o sujeito representante e vice versa. O feminino tao representado possivelmente nunca foi mais que uma projeção masculina, uma auto-representação de si mesmo através da outra. O objeto em si não existe, ou se perde na representação. Invertendo o jogo, pintando o sujeito, o que aconteceria?


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